9/5/05

E o que faz falta é animar a malta.


No outro dia em visita a uma amiga em convalescença domiciliária fizémos o que toda a gente faz nestas circunstâncias para animar um amigo doente em repouso. Em vez de conversar com ela vimos televisão.
Um zapping rápido foi suficiente para perceber que está tudo na mesma: o Carlos Malato continua gordo, a Alexandra Lencastre continua magra e a mtv continua a passar aqueles programas sobre os rituais de acasalamento em grupo, aqueles em que eles mostram como os especímens fazem a corte. Eles esbracejam muito para evidenciar os kilos de ouro pendurado, mostrando assim que são um macho competente para assegurar a sobrevivência do lar, e elas se estiverem interessadas esfregam o rabo no ecrã. Interessante. Por acaso achei.


Novo zapping e alguém decidiu parar ali mesmo pela Mtv para ver um programa parecido com o "Jack Ass". A diferença é que este... pronto, como dizê-lo sem ferir susceptibilidades?! digamos que dispensa a existência de um cérebro. Não me recordo do nome mas é apresentado por dois jovens seriamente perturbados que fazem as torturas mais desnecessárias com animais agressivos de todo o mundo. Oscilei o tempo todo entre a náusea latejante e a aflição absoluta. Recordo-me de um crocodilo em particular...nunca mais o esquecerei...a expressão enrugada...a aflição no olhar gelado do pobre desgraçado...co'a breca, eu também ficava verde se tivesse que morder o rabo a um gajo daqueles. Sabe-se lá por onde é que aquela gente andou!! Isto hoje em dia não tá para fiar! Mas não me vou deter mais de um parágrafo com isto. Porque não. Apenas para dizer que a única parte divertida foi vê-los fazer hula hoop numa colónia de nudistas como se tivessem tido um ataque colectivo de epilepsia...Felizmente nesse dia o televisor não estava muito bom e havia umas partezinhas muito pequeninas da imagem desfocadas. O que foi uma grande chatice porque íamos todos arranjando um torcicolo no pescoço.
Bom, a minha amiga no entanto melhorou como que por milagre depois disto e já se mexe muito melhor. Acho que ter os amigos ao pé lhe deu novo ânimo.

5 comments:

[0-0] said...

fico contente por a tua amiga estar melhor, mas não creio que tenha sido pela visita, mas sim por alguem a ter ajudado a ver TV, o zaping é uma das medecinas em ascensão no mundo médico, porque achas que existem tantas televisões nos hospitais?? é que os médicos andam caros, e uma televisão ajuda todos os pacientes que se encontrem na sala. bem, como podes ver não tinha mesmo nada para dizer, é que ainda é de manhã e o meu cérebro ( se é que lhe podemos chamar asssim) ainda está meio adormecido... obrigado pela visita. Gostei muito do teu blog, tens muito jeito.

beijos

Ricardo Leal said...

Talvez tenha sido o despertar para certas actividades, que se tornam dificeis quando doentes, que a tenham feioto melhorar... ou talvez não!

ebola said...

Já vi esse programa uma vez, um dos jovens que referiste colocou-se debaixo de um elefante e esperou por um "golden Shower"... e eu na minha inocência não pensei que fosse o que foi.. enfim... Como se o canal já não estivesse mau com a musica que passa ainda tinham que por estes programas com objectivos no mínimo duvidosos.

legivel said...

Óptimo, a tua amiga ter melhorado.
A televisão faz milagres...

PS: Deveras surpreendido por não teres citado alguns dos novos nomes da canção portuguesa como Marco Paulo e António Calvário...

Swatchfreak said...

Eu tenho uma vertente sádica que me impele a ver certos programas menos próprios, sendo o Jackass um deles.Por coincidência estava na mesma sala a assistir ao zapping pois a menina convalescente é a minha mais que tudo(cuidado com as motas pois magoam e destroiem a harmonia).
Ri-me muito quando o pequeno crocodilo afiambrou a nalga do dito rapaz mas há coisas que até o mais sádico não aguenta!Comer bichos atropelados na estrada e vomitando ao mesmo tempo foi dose!Nunca mais serei o mesmo e ver o Wild Boyz para mim resumiu-se aquele programa!!!!
Como a américa está decadente....e nós também por ke vemos aquilo por vezes!!!!
Um beijo