5/23/08

Da incompetência assistida. 10 passos para gerir a sua raiva

Depois de ver o debate desta noite:

Manuela Moura Guedes pertence efectivamente a uma tipologia de indivíduos que acha que 'tem uma palavra a dizer', que é o mesmo que dizer "eles tem de me ouvir". Está na função errada para o efeito. Tivesse um blog. Esta tipologia é no fundo a pessoa manienta que sugere a ideia "se eu mandasse...", que é o mesmo que dizer "se eles estivessem sob o meu comando absoluto seriam todos altamente sodomizados". Resíduos sádicos e retorcidos daquilo que pode muito bem ter sido uma adolescência sonhadora em que se viu abandonado(a) por todos no pátio do liceu logo no 1º dia de aulas porque era demasiado chatinho(a). Deixam-lhe o discurso cortado, ficando apenas o vento a fazer chiar o balouço da última colega em fuga. Mas então, é ali que escolhe a sua vocação. [Plano de câmara sobe na vertical destacando o(a) protagonista no pátio vazio... numa cidade vazia] Manéla!Éla-Éla-Éla!(*) Ela ia falar sob as luzes dos holofotes... ser uma estrela... ser ouvida no mundo inteiro... [ouve-se o prenúncio de um musical à Gene Kelly] er... ser grande dentro de uma caixa pequenina [música pára. Plano cai duramente a pique], dentro de uma caixa pequenina que entretanto enfiaram na cozinha... por baixo da caixa do esparguete... porque lá em casa cada um tem o seu portátil [câmara estatela-se secamente no chão, aos pés da protagonista]. Mas para a Manéla a escolha é perfeita porque láaa... lá na televisão... ao menos não ouvirá ninguém a mandá-la calar, e este tipo de ser humano acima de tudo gosta muito é de se ouvir a si próprio. Manuela Moura Guedes, ou M.M.G. como me apraz chamá-la... na realidade queria era ter sido deputada parlamentar, mergulhada no desejo (não) muito secreto de corresponder ao ideal da mulher culta e intelectual, de ser reconhecida e valorizada narcisicamente- as palminhas dos comparsas de bancada e ouvir a própria voz ressoar no hemiciclo... tão bonito. Não deu, e portanto sublimou a fantasia cantarolando insistentemente no Karaoke dos jantares de trabalho do marido emitidos em directo. Ele sorri e bate palminhas à Manéla, dizendo que está muito orgulhoso, o mentiroso (riso engasgado).

Com o avançar da idade, o dinheiro e a possibilidade da excentricidade, criam-se as condições para o eclodir do capricho egóico. Que nestes especímens assume a forma de profundo mau gosto emocional, intelectual e orgânico. O delírio maníaco toma conta e de repente os 10 milhões de portugueses não querem bem ouvir as 5 figuras políticas que se encontram no estúdio. Não é bem isso. Os 10 milhões de portugueses querem é ouvir o que a M.M.G pensa sobre legislação laboral e sobre o Governo de Sócrates. As pessoas não querem saber se o preço do combustível volta a estourar amanhã para ir encher os depósitos antes da meia noite, quando a verdadeira incógnita está naqueles pneus que ela tem no lugar dos lábios. Quando é que aquilo explode... é o que os olhares redondos, parados e expectantes aguardam há anos, em directo, no escurinho da sua sala.

Acredite o meu amigo leitor, caso não tenha esbarrado com esta senhora lá por sua casa nos últimos tempos, é impossível nomear adjectivos suficientes para ilustrar a falta de profissionalismo, a deselegância humana. Esta noite vimos a postura de uma Júlia Pinheiro na quinta dos animais a rasar a adolescente americana muito loura que diz 'Duh-Uh!'. Vergonhosa a prestação de quem preside actualmente o telejornal de um canal nacional com a postura de um João Kleber em 'fiel ou infiel'. Tremo assustada, antecipando que já nos próximos meses se desenrole uma cena de coçar o intervalo dos dedos dos pés em cima dos gráficos do Dr. Pedro Santana Lopes. Meus Senhores, o que está ali é uma verdadeira micose da televisão portuguesa, que ainda se lembrará como partilhar uma mesa com gente crescida por lapso casuístico. Ser má pivot é o menor dos problemas.Trata-se de uma má [e mal formada] profissional, e entra na minha televisão todos os dias. Mesmo não a vendo... sei que ela lá está... num dos canais do lado, a fantasmatizar a minha programação. Morro de medo que os seus dedinhos pixelizados atravessem a programação e me contaminem a TV2 ou o que sobra de bom na 1. Se o comando é meo quero, EXIJO, descontar na factura mensal aquele esquilo a vangloriar-se porque"tem uma palavra a dizer". NÃO-NÃO TEM! PARA MIM NÃO TEEEEM!


"filha calma!... sabes que ela coitada teve um problema de pele grave, por isso é que está com aquele aspecto. Teve de fazer muita cirurgia de reconstrução"

Balãozinho pensativo abre em pop-up:

"Hmmpf... Aqueles maxilares de esquilo... Granadas... duas granadas... uma em cada bochecha... Hmmmm... diacho, não havia uma dependência da E.T.A ali para os lados de Queluz...?"

Deêm licença... a minha terapeuta diz que estas coisas fazem mal à nossa
essência.... vou agarrar numa raquete.... e numa almofada... e expressar toda a minha raiva, antes de entoar o meu mantra.


Manela.


ODEIOOOOOOOOOOOOOOO-TEMANELAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...

MANEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
EEELAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA EUUU ODEIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO-TE MANEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELLAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAUÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...IÁAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH


[A provedoria entra em primeiro plano no ecrã para tranquilizar o leitor, deixando a escritora lá atrás a rebentar o set.]


Provedor: Er... querido leitor....ela acalma já-já... assim que consiga partir a raquete violentamente contra o chão. Na realidade, faz tudo parte do programa de anger management a que a nossa Joana aderiu recentemente. Repare o leitor como aquele último berro foi tão gutural antes de ela proferir aquele chorrilho de... bom, palavras do calão.... óh-óh...está ouvi-la???!! emoção genuína. Fique tranquilo, em dois minutos ela está a vomitar, depois chora que nem um bebé e adormece.

É. Ela está muito-muito melhor. (A Colgate total patrocina o sorriso do provedor deste blog)

(*) piada musical e fonética que alui à música de Rhianna em que a mesma fala de um chapéu de chuva-chuva-uva-uva-uva.

5/16/08

The Wind in the willows e o vento que bate nos salgueiros da Av. das Forças Armadas

Eis que dou comigo, completando 29 anos de idade, escondida, a fazer bolhinhas de sabão no wc da casa de banho do meu trabalho, surpresa pela chance de três minutos de meninice naqueles metros quadrados de individualidade, contabilizada ao minuto. Nem o João imaginava ao dar-me aquele embrulhinho 5 minutos antes à socapa (Obrigaaada!). Encolhi dentro de um bibe azul, e senti o cheiro a mãos sujas de terra no final dos intervalos. O cheiro forte e metálico. As bolinhas de sabão com cores que escorrem dentro. Nem mesmo o meu colega que se peidava como um ogre na casa de banho ao lado, e fazia esgares triunfantes de pavão satisfeito, me mereceu atenção. Ainda faço bolhinhas de sabão como ninguém. Áh!

Por isso fui matar saudades de uma das minhas séries de eleição em criança aqui, e da 'minha' toupeira, figura tão apetecível que viria a marcar a tendência para me apaixonar por homens terrivelmente doces, tímidos, inteligentes e com astigmatismo. Foste o meu primeiro amor toupeira... (Suspiro)

E... Miguelão... obrigada pela tua mensagem. Mas... "Feliz Natal" é só no 25 de Dezembro querido, quantas vezes temos de rever isto... Não que o 11 de Maio não devesse ser quadra santa. Mas toma as tuas gotas a horas, sim? Sabes que te adoro e me preocupo.

5/7/08

Semântica, Marketing e a par'teleira que nos falta


Porque em boa verdade o gajo era disléxico...


Íkêá... ?!

Na.

...Âkiá- mas-dá-trabalho.





... e tendinites, e lombalgias sobretudo no corredor 21/ secção 3. Desaconselha-se também a permanência prolongada na secção textil/ lar a clientes propensos a ataques de pânico, claustrofobia, alergia a ácaros, bem como indivíduos gay à procura da primeira capa de edredon para casal. Não tem nada 'tcham' nesta colecção tá? Ah. E o conceito de medida "standard" é mito urbano. Nunca existiu. "É-como-enfiar-u'-lençol-gigante na troooomba de um e-le-fan-TE".