8/29/06

Primeiro verão em 27 anos Melga-free!!

Das duas uma: ou estou a azedar com a idade ou a vendetta do ano passado colheu os seus frutos. A segunda hipótese... claramente.

8/23/06

…E quando chegar o natal é mais fácil pendurar uns 100 desses gajos na Av. Liberdade. A eles, às tearas intermitentes e aos brincos com efeito strob.


O tema não é novo. Eu sei. Mas é assim como o barulho das melgas à noite no escuro: chateia com uma lógica circular. Ninguém tem pachorra para vendedores de flores nem nunca teve. Claro. Tornaram-se o ódio de estimação de qualquer cidadão. Pudera. Ainda assim são cada vez mais. De onde vêm eles então? De um arbusto perto de si?? ... no sítio do costume?; Falaste com o monhé?...Não, falei com teu! e por aí fora. (sim. não vejo TV desde essa altura)

Na verdade, ninguém gosta de comprar aquelas rosas. Pelo menos ninguém que esteja vivo ou sóbrio; recebê-las inspira pouco mais que um sorriso amarelo; até porque é tenebroso ver regateada uma flor que custa um euro; E... sejamos honestos… nin-guém gosta deles! Nem deles nem das flores deles nem da comida deles, que faz uma gasaria desgraçada. Aquilo para quem tem colites e síndrome de cólon irritável é autêntica guerra biológica. " O arroz Basmati é uma maravilha e só demora 5 minutos". Balelas. O nosso carolino extralongo demora 8 e é bem mais saboroso. Experimentem lá fazer uma cabidela com aquela coisa desemchabida..
Adiante adiante. ‘Trabalho honesto’ o tanas. Olha que lobbie da treta para se impinjir a outro país de terceiro mundo a miséria do país de origem. Gandas totós. Nós, claro. Num país desenvolvido tinham-se dedicado à mendigagem e à criminalidade... e ao fim de um ano estavam em processo de reintegração psicossocial. Tinham uma casinha por conta deles, uma assistente social e uma psicóloga. Isso é que era. Mas isto é malta sem visão estratégica.

Pensava eu nestas coisas dos países em vias de desenvolvimento...e algures no meio de umas quantas cervejas -que aquilo nessa noite foi às duas e às três imperiais, um absurdo- após muito ter sido importunada por estes senhores, deu-me o ‘repente’ e agarrei na t-shirt do meu primo, cravejada de preservativos… um parêntesis: despedida de solteiros. Bairro alto. A t-shirt dela estava minada de rebuçados, a dele de borrachinhas. Foram convidados a vender tudo até ao final da noite ou iriam para a igreja ainda algemados. Fecha parêntesis. Flashforward... Foi algures no meio de umas quantas cervejas que após muito ter sido importunada por estes senhores...chamemos-lhe os profissionais de botão de rosa. Que é isso que eles são no fundo. E não é correcto discriminar. Pois que me deu o ‘repente’ e agarrei na t-shirt do meu primo, cravejada de preservativos e avancei sobre o último com a melhor das estratégias de vendas passível de conciliar com hálito frágil a super bock:

- ÓLHE LÁ! E o senhor por acaso não quer um preservativozinho? Hum???... Temos estimulantes e retardantes…
- No no…Fló
- Não não amigo. Ora venha lá aqui … Ó HOMEM NÃO SE ACANHE… veja aqui que maravilha. Estes são para…sabe?...upa upa…e estes daqui é para coisa assim mais para o tântrico. O amigo é lá daquelas bandas até deve saber mais disto que nós. Então que me diz hum?? Quantos vão ser? Diga lá..
- No no. Fló FLÓ.
- Não não. Preservativo.
- Fló!
- Preservativo!!
- FLÓOO! FLÓOO!!
- pre-ser-va-ti-vo.
- FLÓO. NOO…NOOOO
- Pre-ser-vativo… (com a cadência rítmica de um “Telepatia” da Lara li.)
- NÓO. NÓOO!!! (afastando-se qual vampiro de uma cabeça d’alhos)

- … É #@*FODIIIIIIIIIIDO#@* NÃO É????!!!!




Não disse. Pensei. Que eu não sou mulher de falar mal e assim.







* Nenhum paquistanês foi maltratado durante a realização deste post.
Comentários desagradáveis, ofensas pessoais à minha pessoa, devaneios moralistas de militantes do partido 'os verdes' e/ou estudantes de esquerda a favor de qualquer causa do imigrante barra desgraçadinho... não haverá represálias. Mas deixem o contacto na mesma.

8/17/06

Porque eles merecem (CLAP! CLAP! CLAP!)



Tasca da Cultura, Cool, [0-0], Cunha...Esta é só para vocês! Por todos os momentos de boas leituras e 'boa onda' que proporcionaram. Tendes lugar cativo no meu bloggo'peito. Não mudem nunca. Vocês são lindos pá!LINDOS!...


uns queridos. É o que eles são. Tudo gente boa... (snif)

8/13/06

Querido Diário,

A Marta veio cá passar o fim-de-semana. Precisava de fazer uma coisa relaxante como ir para um Spa ou assim. “Eu quero é calor!!”- Disse-me ela. E eu fiz de imediato o convite: “Então vem para cá amiga. Não te vais arrepender”. Assim foi, e lá deixou a costa da Caparica pelos 40 graus do meu 4º andar de águas furtadas. Por momentos assustei-me um bocado. Vinha muito vermelha e fazia um esgar imperceptível. Já se sabe, esta gente da Costa não sabe o que é calor a sério. Alguma quebra de tensão. Enfim, os Spas normalmente também não são em 4ºs andares sem elevador e a Marta não faz exercício desde os 10 anos de idade porque aos 11 começou a fumar no pátio de trás da escola.

Como aquela miúda vinha carregada! Logo me apressei em abrir a porta e dar-lhe um abraço apertado. Arrastou-se um bocado, mas felizmente ainda consegui agarrar nela antes de desmaiar, a tempo de não bater com a testa no intercomunicador. Sabe Deus como aquele aparelho já funciona mal por si só, quanto mais… Diz o electricista que os 92% de humidade cá de casa interferem com os circuitos. Por isso todo o cuidado é pouco.

Depois de algumas inalações de ventilan e dois copos de água, começámos em beleza, e com uma sessão de corte: “Olha lá…tu sabes cortar cabelos?”. “Sei!” – Disse-lhe. Acho que até nem me saí muito mal para primeira vez, sobretudo tendo em conta que tive de usar uma tesoura daquelas para podar as unhas dos pés.

Nessa noite resolvemos arejar um bocadinho. Levei-a até ao Plateau. Sempre achei muito engraçado dançar aquelas musiquinhas dos Village People e da Gloria Gaynor. Ela não dançou muito. Passou o tempo todo atrás do pilarzito junto ao bar. Para esticar as costas possivelmente.
Quando a fui acordar no dia seguinte para irmos almoçar estava deitada numa posição rígida e olhos pregados no tecto. Transpirava que nem um cavalo de corrida e balbuciava coisas estranhas de modo arrastado. " Fo##@*** q' isto é pior que acordar numa tenda no meio do deserto". Estaria de ressaca? Não percebi.

Nessa tarde acedi em enchê-la de mimos. Comemos muito queijo fresco e ouvimos na comercial, "O meu blog dava um programa de rádio". O locutor lia os textos de um rapaz muito sozinho e muito triste com a vida, que ainda por cima era imigrante. Foi muito comovente. Acho que ela também gostou porque soluçava muito e dizia mal da vida. É a beleza destas coisas...um gajo identifica-se com aquilo. E ela sempre foi muito sensível.

Às tantas pediu-me: “Olha lá…não te importas de me arranjar os bigodes?”. E arranjou-se. O buço e as sobrancelhas. Ela ficou tão bonita!! E eu, que orgulhosa, por vê-la estupefacta a olhar para o espelho. Ela nem queria acreditar! Confesso que até me senti um pouco aborrecida que tivesse ido de óculos escuros para o café. O que é bonito é para se ver e, fora uns hematomazinhos de nada e as babas que hão-de desaparecer logo-logo, é engraçado verificar como quando se tira pelinhos em quantidade suficiente os olhos ficam logo com outra expressão. Os dela pareciam bem maiores.

Bom, é domingo e lá foi a Marta à vidinha dela. Despedimo-nos junto ao ecoponto. Por acaso cheirava um bocado mal ali. Cá entre nós, tive pena que ela se fosse embora tão cedo. À medida que enfiava as garrafas de plástico no contentor não pude deixar de reparar na minha amiga, carregando apressadamente a sua pesada Louis Vitton, e ajeitando os óculos que lhe escorregavam pelo nariz enquanto esbracejava ao motorista do autocarro. Sempre a correr, coitada. Acho que ela está mesmo é a precisar de descansar e de passar tempo de qualidade com os amigos.

Por isso tive a pensar... e decidi fazer-lhe uma surpresa no feriado. Já pus de lado uns casaquinhos de malha, que aquele ventinho da Costa nesta altura não é para brincadeiras. Acho que ela vai gostar. Até porque saiu tão à pressa que acabei por não lhe fazer a tal massagem tailandesa... Tss!


8/11/06

"Finalmente... lá vem ele, montado num cavalo branco para me tirar daqui!! IÚ-Ú!!"



Ela era uma menina de rua, com dioptrias acentuadas no olho esquerdo.
Ele, um GNR a fazer a ronda nocturna à volta do I.S.Técnico:


"- Boa noite... os seus documentos pessoais por favor."



moral da história: A vida não é nenhum conto de fadas. E nem todos os cavalos brancos trazem boa coisa a galope... e... normalmente cagam a calçada.

8/10/06

O da Joana regressou mais cedo. Curso...a quanto obrigas!


- tão e olha la pa... aquele teu trabalho da faculdade? Aquele com nome de exame médico...?

- Monografia Paulo. Mo-no-gra-fia.

- Isso.