3/28/05

O ódio pela Carris continua...

...Porque graças aos atrasos da empresa levo sempre com a mesma conversa de um grupo de senhoras idosas que eu apelidei carinhosamente como o clube do caruncho de Telheiras.
Estas senhoras, normalmente com um ligeiro eâu de amoniacal, fazem questão de olhar para o relógio de 2 em dois minutos e pontuar em voz alta os ditos atrasos. Por norma este comportamento aparece associado a constantes suspiros e/ou bufadelas consoante o estado de espírito da utente e do tempo de atraso. Ocorrem também olhares gaseados marcados por aquela onomatopeia que traduz aborrecimento e que se torna enlouquecedora quando frequente...o Tsss. Arghhhhhhhhhhhhhhhhh!!!
O problema aqui é...eu também não gosto de estar 40 minutos à espera de um autocarro e depois ainda ainda ficar mais 2 minutos à chuva porque o condutor tem de fazer um intervalinho, mais...sobretudo porque já sei que a seguir me espera 15 min de percurso em acesa competição para ver qual das reformadas está mais podre que a próxima (enfim, é o que dá apanhar autocarros que passam pelo Hospital) no entanto é massacrante demais termos alguém a relembrar sistematica e progressivamente que estamos a ser torturados, que ainda vamos levar na corneta quando chegarmos ao destino e que não adianta queixar-mo-nos porque não resolve (Tás morto? Não, tás é mal enterrado. E vai de pisar mais um bocadinho).
Por outro lado, acresce que ouvir a referida conversa de um grupo não inferior a 7 mulheres, idosas....podres...irritadas...e com voz de cana rachada rebenta com os nervos de qualquer um."Já passaram maiz doiz minutoz...bejam bem(...) Já aqui estou bai pra mêia hora, que eu saí agora do trabalho e ainda preciso de ir a consulta porque a minha filha.." e a partir daqui eu já só ouço um som imperceptível que oscila algures entre aquela fala dos adultos na série 'Peanuts' (ou Charlie Brown) e o famoso blá blá.
Nos primeiros anos de autocarro ainda era muito simpática e entrava em diálogo. Agora já não consigo. É demais para mim. Nem o estágio em psicologia custou tanto como interagir com estas pessoas durante tais esperas intermináveis. Nestas paragens engenhosamente concebidas onde levamos com chuva por todos os ângulos possíveis mais os tsunamis das poças de água que nos molham até à cintura dada a proximidade da dita paragem em relação à via, numa altura em que a única coisa que se deseja é um cappuccino ou morrer é impossivel tolerar conversas como "ó Geninha filha, é o país que temos já biste???...e já se passaram mais dois minutos. Isto é que eu não saio daqui hoje hein???". E por pouco não ía saindo não porque hoje, pela primeira na vida, apeteceu-me agredir alguém com menos de 1,50 m...eu....a criatura mais pacífica que Deus nosso Senhor pôs ao cima da terra...respeitadora do próximo...incapaz de fazer mal a um insecto... boa... generosa... altruísta... completamente descentrada das próprias necessidades...enfim, e tudo e tudo e tudo....Até a mim me apeteceu desancar aquela chata cheia de caruncho.
Mau ...mau é chegar a casa depois disto, abrir o computador e constatar uma vez mais que o site da carris está nos favoritos!!! Raio de vida...como estou farta de ser pelintra.

Não há por aí nenhum velho rico (mas em posse de todas as virtudes!!!!) disposto a casar com uma jovem solteira para compromisso assumidamente interessado??....

Alguém?...

3/21/05

A loucura no feminino ou o fenómeno projectivo de peidas impressionantes no homem português: Abstract de um caso lisboeta

Estava eu com um amigo no parque de estacionamento de um centro comercial. Ia ele descansadinho a atravessar a pé para pagar o parque e às tantas atravessa-se uma maluca à frente dele a alta velocidade que quase o atropela. Como se não bastasse ainda grita:


-GANDA PEIIIIIIIIDA!!!!



...As mulheres andam doidas...doidas!!!

3/15/05


Uma dúvida me lateja a mente desde a última vez que fui à farmácia.
Porque é que insisto em passar humilhações de cada vez que lá vou, qual a lógica de estes venderem brinquedos, porque é que eles usam bata branca se não são médicos e porque é que eles hão-de ganhar mais do que eu?
O mundo da cosmética continua a ser para mim uma incógnita mesmo sendo fêmea e estando na perigosa fasquia do 20-30 anos.
Nem que seja porque eu própria sou perigosa no que toca a salvaguardar-me de humilhações.(prova disso é estar a falar disto aki..dop! Lá estou eu outra vez!!)

- Boa tarde, Têm endurecedor de seios?
- Endurecedor...?
- Sim, aquele creme para toni....fi...car
(Vá lá não ter dito...'Sim, ó amigo, para levantá-las tá a ver?)
- ...Não quererá dizer refirmante??- retorquiu (O) farmacêutic(o)

(para os mais distraídos: endurecedor só há para as unhas)

Bom, portanto no fundo o problema que se me coloca vai para além da terminologia e do diagnóstico diferencial entre expressões como 'soin apaisant' e 'dermo-nettoyant' ou que significa na realidade a palavra drenagem, sendo que só me faz sentido ver aplicado este termo no contexto agrário.
Há coisas que me escapam.Há vida inteligente nos cremes refirmantes para o corpo?
Então porra...como é aquilo sabe que tem de trabalhar contra a força da gravidade e não a favor dela???? Hum??? Como é a ceninha sabe que é suposto levantar?
Terá brevet? GPS? ou qualquer outra coisa que lhe dê coordenadas??
A Indústria farmacêutica é uma coisa que me ultrapassa
 Posted by Hello

3/9/05


Como a televisão mudou!
Lembro-me como se fosse hoje quando esperava a emissão começar para ver os desenhos animados...A ansiedade, o aperto no peito, o 'nunca mais começa e já acabei o pacote das bolachas'.
Hoje em dia também vivo angustiada mas por outros motivos. A emissão é contínua e tenho mais de quarenta canais mas fico chateada que nem um perú quando percebo que os quatro filmes que vão dar já passaram 'éne' vezes.
Haja paciência...Já ninguém tem saco para o assalto ao arranha-céus (seja o 1, 2 ou o 3) nem para os filmes da Meryl Streep nem para as lamechices com o Kevin Costner, nem para filmes sobre casos em julgamento, nem de resgates, nem....nem....nem.
Graças a Deus já tenho Dvd e preparo-me para assaltar sem qualquer piedade a blockbuster.
É a tal coisa...quantidade não é necessariamente qualidade.  Posted by Hello

3/6/05

Os gatos dão-nos autênticas lições de vida...e às vezes de linguagem.
Encontrei mais uma expressão para designar a actividade de não fazer nada. Agora para além de não fazer nenhum, arrastar a peida pelos móveis, lagartar, doing snail, não fazer um boi, olhar para o dia de ontem, pensar na morte da bezerra, coçar a micose e tantas outras pérolas do calão português temos uma brilhante:


Roçar-se na torneira do bidé!!!


Os gatos são muito à frente.


(não que eu roce as minhas orelhas no bidé, ok?)